quarta-feira, 17 de junho de 2015

Síndrome Patelofemoral

A Síndrome Patelofemoral é o nome dado a dor na face anterior do joelho, proveniente da articulação patelofemoral. É mais comum em pessoas ativas como adolescentes e adultos jovens, e acomete principalmente as mulheres  - largura da pelve, anteversão femoral, torção tibial, angulo Q, força do quadríceps e frouxidão ligamentar.


Sua causa ainda é desconhecida, porém na literatura existe uma associação ao mau posicionamento da patela, sendo suas causas o aumento do angulo Q, insuficiência do vasto lateral oblíquo e fraqueza de glúteo médio.
Seu principal sintoma é a dor difusa na face anterior do joelho na região patelar, é comum a dor aparecer bilateralmente com episódios de exacerbação em um dos lados. A dor não é constante, os pacientes relatam sentir dor durante a flexão do joelho, geralmente é pior ao subir e descer escadas ou durante a prática de atividades físicas. Também pode aparecer crepitação (estalos) e edema na região.
O diagnóstico é feito com uma boa avaliação médica, incluído histórico do paciente, verificação do alinhamento do membro inferior e testes clínicos. Exames de imagens como raio-X e Ressonância Magnética podem ser pedidos para descartar outras lesões mais graves.
O tratamento é feito com o uso de gelo para analgesia e diminuição do edema, realinhamento articular causado por deficit muscular e reequilíbrio das forças musculares.
Se você tem esses sintomas, procure um profissional para orientá-lo o melhor tratamento.

Bibliografia:

-Fredericson  M,  Yoon  K.  Physical  examination  and patellofemoral pain syndrome. Am J Phys Med Rehabil 2006;85(3):234-43.

-Goodfellow J, Hungerford DS;Woods C.,Patello-femoral joint mechanics and pathology. 2. Chondromalacia patellae. J Bone Joint Surg Br August 1976. Vol 58- B n º3 291-299


-Piazza, Lisboa, Costa e col. Sintomas e limitações funcionais de pacientes com síndrome da dor patelofemorar. Rev Dor. São Paulo, 2012 jan-mar; 13 (1):50-4

-Thijs Y, Tiggelen DV, Roosen P, et al. A prospective study on gait-related intrinsic risk factors for patellofe-moral pain. Clin J Sport Med 2007;17(6):437-45.

-Wilson T. The measurement of patella alignment in patellofemoral  pain  syndrome:  are  we  confusing  as-sumptions  with  evidence?  J  Orthop  Sports  Phys  Ther 2007;37(6):330-41







terça-feira, 6 de maio de 2014

Por que a grama da vizinha é mais verde?


Que título esdrúxulo pra falar de dança, não?


Mas aposto que em algum momento da sua vida você viu uma bailarina, seja ela quem for, fazer um movimento de forma impecável aos seus olhos e você sentiu uma “invejinha” e por dias, meses e anos você tentou reproduzir aquele movimento exatamente daquele jeito... E se frustrou... Estou certa?

É preciso entender e  aceitar que os nossos corpos são diferentes, repletos de possibilidades e limitações. Nossa história está toda contada ali, na “nossa casa”, cada linha de expressão do nosso rosto, cada cicatriz que altera a funcionalidade do revestimento da nossa pele. Ou seja, está tudo ali impresso, marcado, contado.

Se aceitarmos as nossas particularidades (antropometria, biomecânica, cinemetria, motricidade*) - sejam elas nossa força muscular (deficitária ou exacerbada), alongamentos (também deficitário ou exacerbado), desvios posturais, “marcas” da nossa história expressas em nosso corpo – fica fácil compreender que a busca pelo igual será frustrante.
Vamos pensar no esporte. A busca de um "talento esportivo" é muito presente e levada com grande seriedade. O que significa que o prognóstico de sucesso de um atleta depende de uma grande variedade de características genéticas (morfológica e metabólica), além de considerar os aspectos psicológicos, cognitivos e sociais. Também é incontestável que as conquistas de recordes não são apenas dos atletas com genótipo fenomenal, mas do aperfeiçoamento biomecânico dos movimentos, da metodologia de treinamento, inclusive das altas capacidades de reserva do aparelho locomotor de cada indivíduo.
Para Bompa (2002) um bom desempenho dependerá: 50% da capacidade motora; 10% da capacidade psicológica; 40% dos aspectos morfológicos. Isso significa que para um atleta, por exemplo, participar dos Jogos Olímpicos ele enfrentou diversas avaliações.  
Agora vamos voltar para a dança. Na escola Bolshoi, a audição é feita por meio de uma aula de dança, de acordo com a modalidade escolhida pelo candidato, e uma avaliação física. São observados o nível técnico, equilíbrio, musicalidade, giros, saltos e elasticidade do candidato, além do uso das sapatilhas de ponta para as meninas que disputam vaga na dança clássica.
Os dois exemplos acima reforçam a importância que as características do nosso corpo tem para a execução de movimentos, sejam eles na dança ou no esporte.  Isso não significa que as nossas particularidades físicas e motoras deficitárias devam ser consideradas uma sentença de morte. Por que não trabalhá-las? 
Encontre cada pedacinho dessa história e transforme em movimento, num movimento que será único e só seu. É um processo. Um caminho acompanhado de desafios, mas as descobertas podem ser surpreendentes.
“Ah, quando eu me mexo assim eu sinto dor, não consigo!”. Então, não faça! Isso pode lesionar. Faça outra coisa, elabore outro mexer, mas não pare, continue.



Conheça o seu corpo, habite-o. E faça com que a sua grama seja linda, verde, única e SUA!


AntropometriaCiência que estuda as medidas de peso, tamanho e proporções do corpo humano. Segundo o protocolo da ISAK (International Society of the Advancement of Kinanthropometry): envergadura, estatura, alturas, perímetros, dobras cutâneas, diâmetros e longitudes.
Biomecânica - O estudo da estrutura e da função dos sistemas biológicos utilizando métodos da mecânica. Neste caso a mecânica de cada corpo.
Cinemetria -  metodologia biomecânica que se destina à obtenção de variáveis cinemáticas para a descrição de posições ou movimentos no espaço.
Dinamometria - Metodologia biomecânica para obtenção de variáveis de força e distribuição de pressão, e a interação das forças do corpo e o meio.

Bibliografia:
HAAS et al. Estudo antropométrico comparativo entre meninas espanholas e brasileiras praticantes de dança. Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano.Vol. 2,  Número 1 – p. 50-57, 2000.

 HORTA, L. Prevenção de Lesões no Desporto. Editora Leya. Rio de Janeiro, RJ. 2011.


 LANARO FILHO, P. , BÖHME, M. T. S. DETECÇÃO, SELEÇÃO E PROMOÇÃO DE TALENTOS ESPORTIVOS 
EM GINÁSTICA RÍTMICA DESPORTIVA: UM ESTUDO DE REVISÃO . Rev. paul. Educ. Fís., São Paulo, 15(2): 154-68, jul./dez. 2001 
BOMPA, Tudor O. Periodização: teoria e metodologia do treinamento. 4. ed. São Paulo: Phorte, 2002.
http://www.escolabolshoi.com.br/bolshoi/Portugues/detInstitucional.php?cod=16, visitado em 06.05.14

quinta-feira, 10 de abril de 2014

Mercado Persa 2014

O medo de todo bailarino é parar de dançar incapacitado por uma lesão, mas esse medo pode ser facilmente encarado se alguns cuidados forem tomados. Por isso propomos uma palestra sobre as principais lesões na Dança do Ventre e qual a melhor maneira de evitar essas lesões. Comandada por Flora Pitta, a palestra conta também com a participação de uma assistente que demonstrará a maneira adequada e inadequada de algumas movimentações. 
Não perca!
Sábado, 12 de abril de 2014 as 18h30.
Maiores Informações: Mercado Persa