quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Canelíte

Canelíte pode fazer você parar de correr!

Corredores de plantão CUIDADO!


A Canelíte é o famoso nome da síndrome da tensão tibial medial. Ela pode ser definida como um desconforto ou dor na porção póstero-medial (parte interna mais atrás da região popularmente conhecida como canela). A lesão é ocorre em resposta ao overuse ou overtranning, que causam várias reações de estresse ou impacto junto com a tensão tibial que a musculatura envolvida não consegue absorver.
Definição segundo a  DeCS - Descritores em Ciências da Saúde | ID: 053950 A Sindrome da Tensão Tibial Medial é uma “Dor no MÚSCULO ESQUELÉTICO e sensibilidade ao longo da TÍBIA posteromedial resultante de exercício tal como corrida e outras atividades físicas.”



O diagnóstico deve excluir as possibilidades de fraturas por stress ou algum distúrbio isquêmico da região.



Fratura por Stress da Tíbia – São fraturas causadas por movimentos repetitivos. Pode ser proveniente da combinação de fadiga muscular e insuficiência na produção de tecido ósseo e então a o reparo ósseo (deposição de tecido ósseo)é menor do que remodelação óssea ( a “retirada” de tecido ósseo) sendo o saldo negativo de células. As regiões mais comuns são em tíbia, fíbula, colodo fêmur e metatarso.  








Já é definido que a causa da síndrome da tensão tibial medial ocorre por uma sobrecarga de tensão óssea, ou seja , alguns estudos histológicos não apresentaram periostite, e alguns estudos de imagem apresenta osteopenia do córtex tibial. E sabe-se que a densidade óssea em indivíduos que apresentam a Síndrome da Tensão Tibial Medial é diminuída, porém após a recuperação a densidade retorna ao normal. (MOENL. At. Al)


Há um artigo que foi publicado na Knee Surgery, Sports Traumatology, Arthroscopy em Março de 2013 que trata da incidência e os fatores de risco de corredores do ensino médio. Eles analisaram 230 corredores com idade de 15 anos, durante três anos. Foi avaliado altura, peso, Índice de Massa Corporal (IMC), hiperextensão de joelho, amplitude de movimento de quadril e tornozelo, ângulo Q, drop navicular, força de abdutor de quadril, distância intermaleolar e intercondilar e condição física.


Foram encontrados 102 corredores com síndrome da tensão tibial medial e 21 com fraturas por stress. Foi percebido no artigo que as mulheres que apresentavam a Sindrome apresentaram alterações de IMC, e na rotação medial da coxo-femural.
No grupo que apresentou Fratura por Stress na Tíbia os homens apresentaram alterações significativas em relação a hiperextensão do joelho.  (YAGI, 2013) 















Referência:
Yagi S.; Muneta, T.; Sekiya, I. Incidence and risk factors for medial tibial stresss syndrome and tibial stress fracture in high school runners. Knee Surgery, Sports Traumatology, Arthroscopy Volume 21, Issue 3 , pp 556-563. March, 2013.
Moen1 M. H. , Bongers T,  Bakker E. W., W. O. Zimmermann W. O., J. L A. Weir, . Tol G. ,  Backx,F. J. Risk factors and prognostic indicators for medial tibial stress syndrome. Scand J Med Sci Sports 2010 & 2012: 22: 34–39.March, 2010



Nenhum comentário:

Postar um comentário